Série de vídeos aproxima o papel dos políticos de funções de liderança presentes no cotidiano, como a gestão de um clube social
Nossa presidente, Ramile Dutra, participou da série especial “O Papel de Cada Um”, produzida pela RPC com o objetivo de ajudar a população a compreender, de forma simples e acessível, o papel de diferentes agentes políticos na organização da sociedade.
A série propõe uma leitura educativa sobre funções públicas, eleições, responsabilidades de liderança e modelos de gestão. Para tornar esse tema mais próximo da rotina das pessoas, os vídeos estabelecem relações com papéis que fazem parte do cotidiano da população, como a administração de condomínios, associações e clubes sociais.
É nesse contexto que o Clube Duque de Caxias integra a reflexão. A participação da nossa presidente contribui para mostrar como alguns princípios de governança também estão presentes na gestão de uma instituição associativa. Guardadas as devidas proporções, a presidência de um clube social e a função de um governador possuem pontos de aproximação quando observadas pelo olhar da liderança, da administração de recursos e da responsabilidade coletiva.
A proposta não é igualar realidades tão diferentes. O Estado do Paraná e o Clube Duque de Caxias possuem naturezas, escalas e responsabilidades distintas. Ainda assim, ambos exigem organização, planejamento, escuta, definição de prioridades e compromisso com as pessoas representadas por cada gestão.
Uma série para aproximar a política da vida real
A série “O Papel de Cada Um” parte de uma ideia importante: muitas vezes, a política parece distante da rotina da população. Cargos públicos, estruturas de governo e processos eleitorais podem parecer temas complexos, restritos aos espaços formais da administração pública.
Ao relacionar essas funções com exemplos mais próximos, a RPC ajuda o público a compreender que governança também pode ser observada em situações do dia a dia. Sempre que existe uma coletividade, existem decisões a serem tomadas. Sempre que existem recursos compartilhados, existe a necessidade de administração responsável.
Esse é o ponto de encontro entre a série e a experiência do Clube Duque de Caxias. Um clube social é uma instituição formada por pessoas, histórias, espaços, serviços, conselhos, colaboradores e associados. Para que essa estrutura funcione de forma equilibrada, é preciso liderança, planejamento e cuidado permanente com aquilo que pertence à comunidade associativa.
A participação de Ramile Dutra traz essa perspectiva para a série. Ao falar a partir da vivência na presidência do Clube, ela contribui para aproximar o conceito de gestão pública de uma realidade mais familiar à população: a gestão de uma instituição social presente na vida de muitas famílias.
O papel de um governador e a gestão de um clube social
Um governador administra recursos públicos, coordena equipes, define prioridades de investimento, acompanha políticas de Estado e responde à população pelas decisões tomadas ao longo de sua gestão.
A presidente de um clube social, por sua vez, administra uma instituição associativa, conduz equipes, dialoga com conselhos, acompanha demandas dos sócios, cuida dos recursos disponíveis e toma decisões que impactam diretamente a rotina de uma comunidade.
A diferença de escala é evidente. No entanto, o princípio de governança possui pontos em comum. Em ambos os casos, liderar significa tomar decisões com responsabilidade. Significa compreender que os recursos não são ilimitados, que as demandas são diversas e que cada escolha precisa considerar o interesse coletivo.
No Estado, os recursos públicos pertencem à sociedade. No clube, os recursos também possuem uma dimensão coletiva, pois estão ligados à contribuição dos associados, à manutenção dos espaços, à organização dos serviços e à continuidade da instituição.
Essa relação ajuda a tornar mais claro o papel de quem governa. Governar não é apenas ocupar um cargo. É administrar expectativas, planejar caminhos, ouvir pessoas, definir prioridades e responder pelos efeitos de cada decisão.
Governança também se aprende em espaços próximos
Uma das contribuições mais importantes da série é mostrar que a governança não está presente apenas nos grandes espaços políticos. Ela também aparece em ambientes próximos, onde as pessoas convivem e compartilham responsabilidades.
Um condomínio precisa de gestão. Uma associação precisa de organização. Um clube social precisa de planejamento. Em todos esses espaços, existem recursos a administrar, pessoas a ouvir, prioridades a definir e decisões que afetam uma coletividade.
No Clube Duque de Caxias, essa responsabilidade tem um peso especial. Fundado em 1890, o Clube carrega uma trajetória profundamente ligada à vida social de Curitiba. Ao longo de sua história, tornou-se um espaço de convivência entre gerações, reunindo famílias, associados, colaboradores e lideranças que ajudaram a construir uma relação de pertencimento com a instituição.
Presidir um clube com essa história significa cuidar de algo que vai além da rotina administrativa. Significa conduzir uma instituição que possui memória, vínculos e significado para muitas pessoas.
Por isso, a gestão exige atenção ao presente, mas também visão de continuidade. Cada decisão precisa considerar o funcionamento atual do Clube e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de preservar sua história para as próximas gerações.
Recursos, prioridades e responsabilidade coletiva
A gestão de recursos é um dos pontos centrais da comparação proposta pela série. No Estado, cabe ao governador administrar o orçamento público com responsabilidade, considerando necessidades da população, prioridades de investimento e políticas que impactam diferentes áreas da sociedade.
No clube, a lógica também exige cuidado. Os recursos precisam ser utilizados com critério, sempre considerando a manutenção da estrutura, a qualidade dos serviços, o planejamento de melhorias e o equilíbrio financeiro da instituição.
Nem todas as demandas podem ser atendidas ao mesmo tempo. Nem toda melhoria pode ser executada imediatamente. Por isso, liderar também significa escolher. E escolher, em uma instituição coletiva, exige escuta, análise e responsabilidade.
A presidência de um clube precisa olhar para diferentes públicos. Há associados que acompanham a instituição há décadas. Há famílias que vivem o Clube em sua rotina. Há novos sócios que chegam com outras expectativas. Há colaboradores que sustentam o funcionamento diário. Há conselhos que participam da vida institucional. Cada grupo contribui para a construção do Clube e também precisa ser considerado no processo de gestão.
Esse equilíbrio é uma das marcas da boa governança. Administrar não é apenas executar tarefas. É compreender prioridades, organizar caminhos e tomar decisões que preservem o interesse coletivo.
A liderança como compromisso temporário
A série também permite refletir sobre um aspecto essencial da liderança: nenhuma gestão é permanente. Um governador administra o Estado por um período determinado, em nome da população. Da mesma forma, a presidência de um clube conduz a instituição por um ciclo de gestão, em nome de sua comunidade associativa.
Essa consciência é fundamental. Quem lidera não é dono da instituição. Recebe uma responsabilidade temporária sobre algo que pertence a muitas pessoas e que foi construído ao longo do tempo.
No caso do Clube Duque de Caxias, essa responsabilidade envolve uma história centenária. Cada gestão recebe o Clube de gerações anteriores e tem o compromisso de conduzi-lo com respeito, organização e visão de futuro.
A participação de Ramile Dutra na série da RPC evidencia esse papel. Nossa presidente representa uma liderança que precisa equilibrar tradição e atualização, memória e planejamento, escuta e decisão.
Essa é uma tarefa que exige sensibilidade institucional. Um clube tradicional precisa preservar aquilo que forma sua identidade, mas também acompanhar as transformações da sociedade e as necessidades de seus associados. A boa gestão está justamente nesse equilíbrio.
O papel de cada um dentro do Clube
O nome da série, “O Papel de Cada Um”, também dialoga diretamente com a vida do Clube.
A presidência tem o papel de liderar, administrar e conduzir decisões. Os conselhos têm o papel de acompanhar, orientar e contribuir com a governança. Os colaboradores têm o papel de fazer a rotina acontecer com dedicação e responsabilidade. Os associados têm o papel de participar, cuidar, acompanhar e fortalecer o ambiente coletivo.
Quando cada parte compreende sua responsabilidade, a instituição se torna mais madura. A gestão se torna mais clara. A convivência se torna mais equilibrada. E o Clube segue cumprindo sua função social com coerência.
Essa é uma das razões pelas quais a presença do Duque de Caxias na série é tão significativa. Ela mostra que a vida em comunidade depende de participação e organização. Também reforça que a liderança responsável não está distante das pessoas. Ela se manifesta em espaços concretos, próximos e presentes na rotina de muitas famílias.
A experiência de um clube social ajuda a traduzir a governança para uma escala humana. Mostra que administrar recursos, ouvir demandas e tomar decisões coletivas não são desafios exclusivos da política. São responsabilidades presentes em toda instituição que reúne pessoas em torno de um propósito comum.
Um momento de reconhecimento institucional
Para o Clube Duque de Caxias, participar da série “O Papel de Cada Um” representa um momento importante de reconhecimento institucional.
A presença da nossa presidente em uma produção voltada à educação da população sobre liderança e governança reforça a relevância do Clube como instituição social de Curitiba. Também evidencia que clubes sociais continuam tendo papel importante na formação da convivência, da participação e do senso de comunidade.
Mais do que destacar a figura da presidente, a participação na série valoriza a própria estrutura institucional do Clube. Mostra que por trás da rotina vivida pelos associados existe planejamento, organização, responsabilidade administrativa e compromisso com a continuidade de uma história construída por muitas mãos.
Ao aproximar o papel de um governador da gestão de um clube social, a RPC contribui para uma reflexão necessária: toda coletividade precisa de liderança, mas também precisa de participação. Toda gestão exige recursos, mas também exige critério. Toda decisão precisa olhar para o presente, mas também considerar seus efeitos no futuro.
Essa é uma mensagem que dialoga diretamente com a trajetória do Clube Duque de Caxias. Somos uma instituição tradicional, viva e presente na história de Curitiba. Um espaço de convivência entre gerações, construído por famílias, associados, colaboradores e lideranças que, ao longo do tempo, ajudaram a preservar e renovar o sentido de pertencimento ao Clube.
A participação de Ramile Dutra na série da RPC reafirma esse compromisso. Liderar uma instituição como o Duque exige escuta, planejamento, responsabilidade e cuidado com aquilo que pertence à nossa comunidade.
E é justamente essa a reflexão que a série propõe: entender o papel de cada um para que a vida coletiva funcione melhor. No Estado, no município, no condomínio, nas associações ou em um clube social, a boa governança nasce da consciência de que as decisões precisam servir às pessoas.
Para nós, essa participação reforça o orgulho de ver o Clube Duque de Caxias inserido em uma conversa pública sobre liderança, gestão e responsabilidade coletiva. Uma conversa que valoriza nossa história, reconhece nossa presença na cidade e aponta para aquilo que seguimos construindo todos os dias: uma instituição organizada, participativa e preparada para o futuro.



